domingo, 18 de dezembro de 2011

Bruna Surfistinha e a assassina de animais

O comentário dos últimos dias no twitter e no facebook é a maluca que espancou um indefeso cão da raça yorkshire até a morte na frente de sua filha de apenas 3 anos de idade. A tal moça, totalmente desequilibrada, sem a menor condição de cuidar sequer de um animalzinho, além de ser casada com um médico, é enfermeira. Imaginem como eram tratados os pacientes dela. E imaginem a espécie de tratamento que essa louca dá para a sua filha. Quantos traumas essa pobre e inocente criança já não deve ter? Como será a educação que a assassina está dispensando para a sua filha?  Uma criança que presencia a mãe assassinando um cachorro, passa a achar isso normal e natural. Depois, no futuro,  quando ela for adulta, não adianta os pais reclamarem que ela é "problemática, agressiva, drogada..." Todas as características da pessoa são desenvolvidas de cordo com o meio em que elas foram criadas. O "certo" e o "errado" vem dos exemplos que os pais deram desde a mais tenra infância. Dificilmente uma criança criada em ambiente hostil e violento será um adulto normal. Dificilmente, e infelizmente, a filha dessa psicopata será uma adulta normal e feliz... 
Mas chega de dar publicidade a quem não merece. Quero falar sobre outro assunto que me fez pensar bastante hoje. Assisti ao tão falado filme da "Bruna Surfistinha" hoje à noite. Confesso que comecei a assistir por mera curiosidade. Mas acabei o filme com outra visão sobre a vida da Raquel e de tantas moças que trabalham na mesma profissão. Sei que a história do filme pode ter dois julgamentos, dois lados, mas eu analisei o lado dela. A revolta por ter descoberto que era adotada, a sacanagem do colega de escola ao publicar fotos dela com a boca nele, tudo isso contribuiu para que Raquel escolhesse o caminho que escolheu. Não estou aqui julgando se ela fez certo ou errado, estou apenas expondo o meu ponto-de-vista  em relação ao filme. O filme é bom, tem muita nudez, mas tem que ser assim para contar a história da forma mais próxima possível da realidade.  Aliás, é a história da vida de muitas meninas-moças. A falta de oportunidade, a necessidade de ganhar dinheiro às vezes até para sustentar um filho, as leva para esse caminho. E como foi muito bem retratado no filme, isso é a porta de entrada para essas moças começarem a beber, fumar e se drogar. A história da Bruna Surfistinha terminou bem. Ela ficou famosa, casou, e hoje trabalha de DJ. Mas e as muitas "Brunas" que temos em nossa cidade e que irão acabar drogadas, contaminadas por doenças? E as muitas meninas que estão a um passo desse caminho? Não nos cabe julgar, e sim pensar em uma maneira de, ao menos, educar tais moças a terem cuidados mínimos de saúde. Alguma coisa pode e deve ser feita. Antes de julgarmos, devemos conhecer a história de cada uma, e conhecer os motivos que as levaram a tal caminho. Eu tenho algumas amigas nessa vida, e as respeito e admiro demais. Parabéns para essas moças que são filhas, mães, mas antes de maais nada são seres humanos que merecem todo o respeito e consideração.

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